16 de Novembro de 2009

consequência dos 18

Ter carta de condução é optimo não é? Sim, dependemos menos dos outros, não andamos à chuva, chegamos rápidamente aos sitios, ou seja, ganhamos autonomia e podemos ir para lugares onde ninguém nos conhece.


Pois é, mas esquecemo-nos que o carro tem matricula, tem identidade. E que basta estarmos estacionados num lugar menos habitual, existem logo pessoas que sabem onde estamos, e muitas vezes usam isso para nos picar, denunciar ou mesmo encontrar. Para mim, os carros podiam ter lago mais escondido onde quem passa-se não conseguisse ver.


Penso nisto, porque a minha carta está para breve e quero a minha autonomia, mas também continuar a ter vida própria sem que ninguém me chateie nem queira saber porque estava naquele sitio àquela hora. Era o que mais faltava...


Sou apoiante de quem inventar um carro sem matricula... querem marcar multas, marquem-nas na mesma, mas de outra forma qualquer, sem que isso nos identifique na sociedade. Não é querer escapar às responsabilidades...nada disso! Os outros (sim, esta gente mesquinha da terrinha) é que não têm nada a ver onde estou, porque estou e já agora com quem estou.






O melhor mesmo, é quando eu andar aí de pópó, não me fazerem nenhuma das perguntas acima referidas para evitarem ouvir respostas menos agradáveis.






Festejo então os benefícios da carta :)

12 de Novembro de 2009

PORTUGUÊS!!!

«Sentir tudo de todas as maneiras»

«E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso/ De expressão de todas as minhas sensações»

«Eu podia morrer triturado por um motor/ Com o sentimento de deliciosa mulher entrega de uma mulher possuída»

Álvaro de Campos




É o que dá estudar os heterónimos de Fernando Pessoa e ficar a pensar seriamente naquilo que leio deles.

; )

7 de Novembro de 2009

Beleza Rara

Hoje, Sábado, dia sete de Novembro de 2009 a Inês acordou às 10h30 da manhã. conversa ao telemóvel:

- Inês, és tu?
- Bom dia ! :)
- Pronto, o despertador avariou de novo.

...só para terem uma noção do costume.

Fiz um grande pequeno almoço, mas mesmo em grande. Arrumei uma serie de coisas, fiz três chamadas (em todas, me perguntaram o que tinha acontecido, que podia dormir descansada porque quando tivessem a chegar ao café me ligavam, ou algo do género) e agora estou prestes a reconhecer que acordei demasiado cedo e que estou com um certo sono.

São 13h36, vou dormir. Mais 1h e tenho de me levantar... : /

6 de Novembro de 2009

Partes do poema "Tabacaria"

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

...

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

...

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o ímpossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superficie,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.


Álvaro de Campos

5 de Novembro de 2009

Impotência Mental.

Hoje não me vou prolongar... escreverei apenas isto, para não ter que falar daquilo.

Até amanhã.

1 de Novembro de 2009

Passado.

Sinto tanto a tua falta. Não imaginas :(

Até um dia...

31 de Outubro de 2009

Não estás sozinho nisto.

Mafalda Veiga - Faz parte

Trazes a vida nos braços
Pousas o mundo no chão
Largas os medos na entrada
E desmontas cada peça
De que é feito o coração

Deixas lá fora o cansaço
Desarmas a solidão
Brindas sonhos ao relento
Como quem junta os pedaços
Entre a loucura e a razão

Faz parte ser um pouco perdido
Faz parte começar outra vez
Faz parte ir atrás dos sentidos
E voar a sentir o mundo na ponta dos pés

Guardas a vida nos braços
Pousas os dias no chão
Brindas sonhos ao relento
Como quem junta os pedaços
De quem é feito o coração

Trazes o tempo desfeito
No que procuras em ti
Se olhares no fundo do peito
Saberás quem és
Mesmo até ao fim

Faz parte ser um pouco perdido
Faz parte começar outra vez
Faz parte ir atrás dos sentidos
E voar a sentir o mundo na ponta dos pés.



"Inês muda de musica por favor"...
"ok..."

No meu quarto há uma janela,
sobre um pedaço do mundo.
Na rua estreita os predios seguram o céu
as caras de sempre têm dias sorridentes e outros cisudos
porque de alegria e de tristeza cada um tem um pedaço
que é o seu...

"Só tens musicas lixadas para pensar?"
"Não, mas são as que precisas de ouvir agora.Entendido?"
"Sim :)"

; )

26 de Outubro de 2009

q seca...

Aquilo que menos sei é história. Estou de momento numa aula de Geografia, a fazer um trabalho sobre a 2ª Guerra Mundial...

Gosto, mas estou a dar em doida! :@
Help me!

24 de Outubro de 2009

Fim de semana fora. Trabalhos para fazer. Matéria para estudar. Mensagens por responder.
Estas são as musicas que me acompanham durante estes dias...




18 de Outubro de 2009

NÃO TENHAS MEDO DE SER FELIZ!!!

No ínicio dos tempos, reuniram-se todos os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da Terra. Quando o Aborrecimento já se queixava pela terceira vez, a Loucura, como sempre tão louca, propôs-lhes:
- Vamos brincar as escondidas?
A Intriga levantou a sobrancelha intrigada, e a Curiosidade, sem poder conter-se, perguntou:
- Escondidas? Como é isso?
É um jogo, explicou a Loucura, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão, enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro que encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.
Entusiasmo dançou seguido pela Euforia, a Alegria deu tantos saltos que acabou por convencer a Dúvida e até mesmo a Apatia.
Mas nem todos quiseram participar, a Verdade preferiu não se esconder...para quê? Se no final todos a encontravam?
A Soberba opinou que era um jogo muito tonto ( no fundo, o que a encomodava era que a ideia não tivesse sido dela ), e a Cobardia preferiu nem se arriscar.
Um, dois, três, quatro...- começou a Loucura a contar. A primeira a esconder-se foi a Pressa, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A subiu ao céu e a Inveja escondeu-se atrás da sombra do Triunfo, que com o seu próprio esforço tinha conseguido subir à copa da mais alta árvore. A Generosidade, quase não conseguia esconder-se, pois cada local que encontrava, parecia-lhe maravilhoso para alguns dos seus amigos: se era um lago cristalino, ideal para a Beleza. Se era uma árvore viçosa, ideal para Timidez se esconder na sua copa, se era o voo de uma borboleta, ou uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade. E assim, acabou por se esconder num raio de sol. O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde início. Ventilado e cómodo, mas apenas para ele. A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a Paixão e o Desejo, no centro dos vulcões. Esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.
Quando a Loucura estava lá pelos 999999, o Amor ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois já todos estavam ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.
"UM MILHÃO", contou a Loucura e começou a busca.
A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra. Egoísmo, nem teve que o procurar! Ele saiu disparado sozinho do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago, descobriu a Beleza. A Dúvida foi ainda mais fácil, pois encontrou-a sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado se esconder. E assim, foi encontrando todos. Talento entre erva fresca, a Angústia, numa cova escura, a Mentira atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o Esquecimento, a quem já se havia esquecido que estava brincando às escondidas. Apenas o Amor não aparecia em local nenhum... A Loucura procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas! Quando estava a ponto de se dar por vencida, encontrou um roseiral, pegou na forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espilhos tinham ferido o Amor nos olhos. A loucura não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, chorou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra... o Amor é cego, e a Loucura acompanha-o sempre.


17-10-2009 no Carvalhal, mais um momento daqueles, junto daquelas pessoas maravilhosas :) 

<3 sempre especial .